Texto integrante da dissertação de mestrado "Memória e Retórica: 'Mouros' e 'Negros' na Crônica da Guiné (Século XV)", por mim defendida no Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB), em 14 de fevereiro de 2012, sob a orientação do Prof. Dr. Marcello Moreira.
“Geralmente somos ensinados da experiência que todo bem-fazer quer agradecimento”. É com tais palavras que Gomes Eanes de Zurara principia a sua Crônica da Guiné. Em concordância com elas agradeço, portanto, àqueles sem os quais não haveria dissertação alguma. Numa pesquisa que trata de lugares-comuns, não consegui escapar dos topoi próprios dos agradecimentos. Nem poderia. É que as relações humanas talvez não passem, no final das contas, de um amontoado de clichês. Atualizo-os, pois.
“Geralmente somos ensinados da experiência que todo bem-fazer quer agradecimento”. É com tais palavras que Gomes Eanes de Zurara principia a sua Crônica da Guiné. Em concordância com elas agradeço, portanto, àqueles sem os quais não haveria dissertação alguma. Numa pesquisa que trata de lugares-comuns, não consegui escapar dos topoi próprios dos agradecimentos. Nem poderia. É que as relações humanas talvez não passem, no final das contas, de um amontoado de clichês. Atualizo-os, pois.
Agradeço ao Prof.
Dr. Marcello Moreira, meu orientador, primeiramente por me apresentar a Zurara
e à sua Crônica da Guiné, ciente que
estava do meu desejo, desde a graduação, de tratar dos africanos. Sua ajuda foi
ainda importantíssima no que diz respeito à instrumentalização necessária para
lidar com uma tal fonte, ensinando-me a levar em consideração as poéticas e as
retóricas, régua e compasso novos para mim. Obrigado por franquear-me sua
biblioteca, seu tempo e seus conhecimentos, concedendo-me a autonomia
necessária para caminhar com meus próprios passos. Se tive segurança para
seguir adiante foi porque não deixei de me estribar em seus conselhos.
À Secretaria de
Educação do Estado da Bahia, por me liberar de minhas atividades docentes para
dedicar-me integralmente aos estudos de pós-graduação.
À direção,
estudantes, colegas e funcionários do Colégio Estadual Edilson Freire, em
Maracás, Bahia, por entenderem a necessidade do meu afastamento. Especialmente
aos professores Carlos Gomes e Jair Almeida pelo apoio, compreensão e
confiança. Sem a ajuda de vocês tudo teria sido muito mais difícil.
À Coordenação de
Aperfeiçomento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela bolsa concedida para
que eu pudesse cursar, em missão de estudo, disciplinas na Universidad Nacional
del Litoral (UNL), em Santa Fé, Argentina, entre junho e agosto de 2010.
À banca
examinadora, pela disponibilidade em ler meu trabalho e pelos conselhos.
Especialmente ao Prof. Dr. João Adolfo Hansen, leitura obrigatória em minhas
peregrinações acadêmicas, e esta dissertação é uma prova disso.
À coordenação do
Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade, especialmente na
pessoa da Profa. Dra. Maria da Conceição Fonseca-Silva, pelo apoio e confiança
demonstrados. Agradeço ainda à professora Conceição por ouvir-me pacientemente
em momentos difíceis, bem como por indicar-me caminhos que se mostraram
valiosos para meu bem-estar e a concretização desta pesquisa.
Às professoras
Dra. Lívia Diana Rocha Magalhães e Dra. Tânia Cristina Gusmão, por terem
possibilitado minha ida à Argentina em missão de estudo.
Aos professores do mestrado. Ao Prof. Dr. Edson Farias, que através de sua
disciplina encetou o debate a respeito desse objeto tão escorregadio que é a
memória. À Profa. Dra. Lúcia Ricotta, por
introduzir-me pelos labirintos de Borges. Ao Prof. Dr. Pedro Dolabela, por
apresentar-me a Whitman, bem como por ter acompanhado este trabalho desde seus
primeiros rabiscos, ainda na banca de qualificação.
Ao Prof. Dr.
Hector Odetti, por me ter recebido e apresentado à cidade de Santa Fé e à UNL.
Às professoras Dra. Elena Candiotti de De Zan e Ms. Marcela Manuele, da UNL, e
à Profa. Dra. Susana Garcia Barros, da Universidad de La Coruña, Espanha, pela
boa vontade com que me aceitaram entre seus alunos de pós-graduação e por terem
sido pacientes para com minhas intervenções dificultadas pela barreira
linguística, que se tornou bem menor, felizmente, nas últimas aulas. Así lo creo.
Devo
agradecimentos ainda a outros argentinos que me marcaram de diferentes modos.
Ao Prof. Gustavo Pereira, por permitir que eu falasse a seus alunos da
Universidad Autónoma de Entre Ríos (UADER) sobre meu objeto de pesquisa. Daí
nasceu uma amizade que rendeu um retorno à Argentina, desta vez como seu
hóspede. Obrigado, Gus! A pessoas como Adrian Canteros, Dario Borda, Edu
Mathieu, Jorge Rezett, Jose Cancellieri, Laura Eberlé, Letícia Montes, Luís
Corvalán e Valentina Amado, que fizeram com que minha permanência nas cidades
de Santa Fé e Paraná se tornasse ainda mais agradável. E muito especialmente a
Francisco Russo, pelo carinho, atenção, cuidado e companheirismo; por
ensinar-me pacientemente os primeiros passos na apreciação de un buen vino, bem como a ética e a
etiqueta envolvidas no preparo e no compartilhamento de un buen mate. E foi com litros de mate, afinal, que esta
dissertação foi escrita.
Aos colegas do
mestrado, pelas conversas, risos, desabafos e discussões ao longo dos dois
últimos anos: Antônio Joaquim, Joaquim Antônio, Luís, Fabíola e Glauber. A
Cecília, pelo carinho mútuo e inexplicável. A Roney, por ensinar a fazer a
viagem valer a pena, colega do desbravamento de Buenos Aires e de Bariloche.
A Luisa, a
princípio colega e hoje amiga das mais queridas. Pelo ombro, pelos ouvidos,
pela paciência. Por apresentar-me a Eddie e a Otto, que embalaram minhas
caminhadas por la Costanera. Por
entender-me e me ajudar a também me entender.
A todos os amigos e colegas que, através de um telefonema, uma conversa via internet, uma visita ou uma
rodada de cerveja me proporcionaram a paz necessária para ler, pensar, reler,
considerar novamente, escrever e reescrever. Nomeio-os: Abenildo Galindo,
Achiles Neto, Adauto Viana, Alessandra Oliveira, Alexandre Alves, Ana Paula
Soledade, André Sá, Beto Júnior, Bia Gusmão, Bia Lima, Carla Rocha, Clara
Carolina, Edigar Limeira, Eduardo Ferreira, Eronildes Teixeira, Fá Nascimento,
Fábio Pimentel, Fernando de Oxum, Flávio Guimarães, Gabriel Rafael, Hortênsia
Nascimento, Jacson Neri, Jean Lima, Joab Cruz, João Reis, Jules Ramon,
Jussara Zaffalon, Karine Rebouças, Leandro Aquino, Meg Sousa, Milena Pereira,
Neila Portela, Nênia Blue, Renê Chiquetti, Sérgio Guimarães, Thiago
Alves, Thiago e Tibério Menezes, Thiago Cajado, Vítor Sá e Wilson Doll. Especialmente a
Poltergeist – assim ele prefere ser chamado –, pela generosidade em ofertar
seus conhecimentos profissionais para elaborar as figuras que fazem parte desta
dissertação.
A Leniram Rocha,
por me ajudar a perceber que o “não” é “não”, mas que também o “sim” é “sim”. E
por estar presente nos momentos essenciais de minha vida.
Aos amigos que me
abriram suas portas por onde passei para apresentar os primeiros resultados de
minha pesquisa: Gabriel Filipe, Edinha, Kadu e Tatia Silva, em Brasília; Franck
Santos, em São Luís do Maranhão; Lullão e Débora Santiago, em Buenos Aires; e
Deborah Dornellas de Xangô, em São Paulo, a quem sou grato ainda pela revisão
do abstract.
Ao cantor uruguaio
Jorge Drexler, pela gentileza em permitir expressamente a utilização de um
trecho de uma sua cantiga como epígrafe do meu trabalho.
Ao Prof. Dr. Julio
Santana Braga de Iansã, meu babalorixá, exemplo para mim de intelectual,
sacerdote e ser humano. Modu pé, meu
pai, por estar sempre disponível quando precisei do senhor, e principalmente
por me ter oferecido seus conselhos, o melhor ebó que há. Neste sentido vão
também meus agradecimentos ao Prof. Dr. Robson Cruz de Omolu, meu babaquequerê.
À minha família:
meus irmãos Tony, Alex, Jéssica e Juraci. A própria existência de vocês
justifica e requer meu agradecimento. A Alex especialmente, pela companhia nos
últimos meses.
Aos orixás. Pela
saúde, pela força, pela esperança. De Exu a Oxalá. Mas muito especialmente a
Iansã, de cuja barra da saia não quero soltar nunca; e a Oxóssi e Xangô, meus
orixás de cabeça. Obrigado ainda por não se importarem sequer com minhas
dúvidas. Eu não acreditaria em deuses que se ofendessem por eu não acreditar
neles.














